Nova Arma Contra a Dengue
A América Latina como um todo e o Brasil em particular têm uma tradição de esperar tudo do Estado como se ele fosse um paizão de todos os cidadãos e cidadãs. Todos reclamam que o governo "não fez isto", "não fez aquilo" não importando sequer se o "governo" é o ente federal, estadual ou municipal. Um caso típico de pai com múltiplas personalidades.
No caso desta terrível epidemia de Dengue, que já causou mais de 100 mortes e já ultrapassou 60.000 casos esta atitude de esperar tudo do "Grande Pai de Todos" também ocorre. Todos, inclusive os "governos" estadual e federal dizem que o "governo" municipal, leia-se Cesar Maia, não fez a prevenção o que é a pura verdade. Cesar epideMaia ignorou o mosquito e ainda ignora pois até agora não admitiu a existência da epidemia. Também é certo que o Estado e o Governo Federal poderiam ter feito muito mais na prevenção.
Mas será que este é o x da questão na prevenção da Dengue? Pesquisas demonstram claramente que 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências e no lixo em volta delas ("que o governo não retira"). Fala-se muito que faltam campanhas para informar a população mas será mesmo que é isto o que está faltando?
Ontem surgiu um fato novo nesta equação sociedade versus dengue. Um ente do "governo", a Secretaria Estadual de Governo do Rio, promoveu um mutirão com 2.000 pessoas na Região Metropolitana. Em um só dia foram vistoriadas 20.000 casas, instaladas 4.000 coberturas de caixas d'água e retirados mil sacos de 100 litros de lixo. Bastaram 2.000 cidadãos voluntários para fazer o maior mutirão contra a dengue já realizado até este momento. Imaginem se fossem 20.000 voluntários ou quem sabe 200.000 voluntários...
Portanto, em vez de inseticida devíamos jogar mais trabalho voluntário em cima do mosquito da dengue. Uma praga como esta (e muitas outras pragas) não teriam a menor chance contra cidadãos que se unem e se organizam buscando o bem comum
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